O ato de coragem que tornou o Natal possível

 

 

 

“Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Mateus 1.21

 

 

 

A coragem que fez o Natal possível.jpgEm uma véspera de Natal bastante fria, o evangelista chinês Xi pegou a estrada na província de Gansu, na China. Ao chegar à aldeia vizinha, percebeu que algo estava errado. Decidiu parar e se apresentar como um portador de boas notícias. Um homem de baixa estatura o interrompeu: “Bem, temos apenas más notícias por aqui. O bebê de um casal acabou de ser raptado”.

Nas áreas mais pobres da China, onde os casais podem ter apenas uma criança por família, são comuns os casos em que filhos são roubados ou mesmo arrancados à força para serem entregues a casais ricos que moram nas grandes cidades e não têm filhos.

Xi entrou na casa e deparou-se com o marido e a esposa olhando discretamente para ele. A tristeza do casal podia ser percebida pelo ar pesado que dominava o ambiente. Convicto da única coisa que podia oferecer como consolo, ele disse: “Eu estou muito triste em ouvir sobre sua situação, mas eu conheço alguém que pode ajudá-los: Deus! Permitam-me orar a Ele pela vida de vocês”.

Como não houve qualquer reação por parte do casal, Xi iniciou sua oração, sentindo-se muito desconfortável. “Querido Pai, há muito tempo, nesta mesma época do ano, o Senhor enviou uma criança ao mundo e salvou-nos a todos. Pedimos hoje que esta criança seja enviada de volta para nós e livre esta aldeia da tristeza na qual seus habitantes estão vivendo. Amém”.

De repente, o marido gritou: “Cale a boca e vá embora. Nós já clamamos aos

nossos deuses e nada aconteceu. Por que com o seu Deus será diferente?” O evangelista foi agarrado por outros moradores e arrastado para fora da aldeia. “Não se atreva a vir aqui de novo!”, disseram eles.

Ele vagou pelas colinas por um tempo, sentindo-se humilhado, chorando e clamando a Deus. Então pensou: Eu fui para a aldeia esperando uma recepção heroica, ou pelo menos, confiei que seria uma curiosidade para aquela aldeia, seria interrogado e, por algumas horas, seria a atração de pessoas que vivem vidas muito maçantes e isoladas. Ao invés disso, eu fui tratado e rejeitado como Cristo foi.

Ajoelhado na neve, ele sabia exatamente o que tinha de fazer: voltar à aldeia, sabendo que, com certeza, seria desprezado. Mesmo assim, ele precisava seguir os passos do Mestre Jesus. Com o coração batendo forte, ele se virou e começou a caminhar lentamente de volta ao vilarejo do qual foi expulso anteriormente. De repente, em meio à neblina da tarde, ele ouviu o choro de um bebê vindo do que parecia ser um cesto.

Nítido o suficiente, a poucos metros à frente, estava um bebê, enrolado em um cobertor grosso, deitado no fundo do cesto. Xi foi até o local para abraçá-lo e transmitir um pouco de calor a ele. Era uma menina. Os ladrões que a sequestraram não sabiam que era uma menina e, quando descobriram, deixaram-na abandonada ali, para morrer.

Ele caminhou de volta para a aldeia com o precioso pacote em mãos. Os moradores vieram correndo. Eles ficaram surpresos e muito felizes! Quando o levaram para a casa do pobre casal, o sorriso no rosto da mãe quando o bebê foi colocado em seu colo foi inesquecível. “Venha aquecer-se pelo fogo”, sugeriu, gentilmente, o marido. Deram uma cadeira para o evangelista, e com os outros moradores ao redor deles, o pai da criança perguntou: “Quem é esse Deus para o qual você orou?”

Veja só que oportunidade maravilhosa! Lá estava Xi, como convidado de honra, olhando para 30 pessoas que, ansiosas, esperavam ouvir sobre o evangelho da salvação. “Bem”, começou ele, “Ele veio à Terra na forma de um pequeno bebê, neste mesmo período do Natal, há mais de 2 mil anos…”

 

Cidade de Minnesota impede cristãos de evangelizar em evento

 

 

 

Uma ocorrência foi registrada contra o governo da cidade de Duluth, Minnesota, nos Estados Unidos no final de novembro depois que a cidade continuou negando aos cristãos o direito de compartilhar sua fé num evento anual, em parque público.

 

 

 

1945374“O governo não pode banir a Primeira Emenda em um parque público somente porque os oficiais do evento não gostam da mensagem que uma pessoa está compartilhando”, disse Jonathan Scruggs, advogado da Aliança Defesa da Liberdade (ADL). Scruggs está atuando como co-advogado no caso juntamente com Nate Kellum, do Centro de Expressão Religiosa.

“A Corte ordenou que o governo da cidade respeite a Primeira Emenda, mas ele não está fazendo isso”, disse Scruggs. “Estamos pedindo que a corte reforce sua ordem neste sentido. O governo desconsiderou tanto a ordem da corte quanto o que a ordem buscar proteger: a liberdade constitucionalmente protegida dos cidadãos de se engajarem em discursos que não causem desordem em lugares públicos.”

O pastor Steve Jankowski e três de seus amigos foram ao Festival do Parque Bayfront para compartilhar sua fé e entregar literatura cristã durante a abertura do evento Tour das Luzes de Bentleyville, em 17 de novembro. Um policial pediu que eles partissem e disse que eles só poderiam evangelizar em uma área designada fora do evento, contrariando a ordem da corte de dezembro de 2011, que dizia o contrário.

Os amigos deixaram o parque depois que lhes disseram que poderiam ser presos por invasão.

Em um vídeo feito por um dos amigos, o oficial disse que o parque era considerado “propriedade privada” para uso somente da organização não lucrativa Tour das Luzes.

De acordo com o site do evento, que está descrito como a maior exposição de luzes no Meio Oeste e trabalha para arrecadar alimentos não perecíveis e brinquedos para os necessitados, os funcionários do evento têm o direito de pedir às pessoas para deixar o local caso “tentem converter a crença de outros”.

Na carta mencionada na ocorrência, o governo diz que a ordem da corte anterior que removeu a proibição da Primeira Emenda não é mais válida – os termos do contrato entre o governo da cidade e a organização não lucrativa mudou, desde que a Corte Americana do Distrito de Minnesota expediu a liminar em dezembro de 2011, sobre um incidente parecido.

A cidade de Duluth garantiu uso exclusivo do parque para a organização, embora o advogado da ADL diga que seja um foro público porque é um parque público e não há cobrança para a entrada no evento.

“A cidade deveria ter conversado conosco e com a corte antes de violar a liminar. As ações indevidas da cidade não mudam o fato de ter violado a liberdade da Primeira Emenda desses cidadãos”, diz Scruggs.

 

Fonte: Christian Post / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/12/1945380/
Tradução: Vanessa Portela

No Irã, cristão é libertado da prisão; outros seguem encarcerados

 

 

 

Agora, além da perseguição por conta de sua fé, cristãos enfrentam um novo problema no Irã: o governo trata a sua prisão e libertação como um negócio, onde o que importa mesmo é o valor pago pela fiança. Interceda por nossos irmãos naquele país

 

 

Essa semana, o governo iraniano libertou um cristão sob pagamento de fiança, mas outros cinco membros da Igreja do Irã – movimento evangélico recente de Igrejas caseiras – continuam atrás das grades, conforme relatou um representante da congregação à agência de notícias BosNewsLife, em 17 de novembro.

“Mehdi Ameruni só foi solto da prisão após seus familiares e amigos levantarem cerca de 25.000 em moeda local”, disse Firouz Khandjani, membro do conselho da Igreja do Irã.
Sua libertação veio depois dos cristãos Bijan Haghighi e Roxana Furughi terem sido soltos em 25 de outubro e 1 de novembro, respectivamente. Cada um deles foi obrigado a pagar uma fiança de cerca de 25.000 na moeda local, acrescentou Khandjani.

Khandjani explicou: “Essa quantia é um absurdo no Irã, onde o salário médio mensal é de até 300 riais iranianos (moeda local) ou menos. As famílias desses irmãos tiveram que levantar o dinheiro colocando propriedades, tais como sua própria casa, como garantia”.

Outros cinco crentes, que foram detidos com eles, Mohammad Roghangir, Surush Saraie, Eskandar Rezaie, Massoud Rezaie e Shahin Lahouty, foram transferidos, na semana passada, para a prisão de Adel-Abad, em Shiraz, e permanecem por lá, disse ele.

Acusações falsas
“A transferência de uma prisão para outra sugere que as autoridades pretendem mantê-los presos por muito tempo”, sublinhou Khandjani, que também afirmou que o mais provável é que tais cristãos sofram com “falsas acusações”, tais como “crimes contra a segurança do Irã”.

“Parece que as autoridades querem pressioná-los a pagar fiança por sua libertação”, disse Khandjani, que não quis revelar sua localização devido a preocupações com sua segurança.

Vários outros cristãos encontram-se detidos na prisão de Adel-Abad por causa de sua fé. Entre eles: Mojtaba Hosseini, Mohammad-Reza Partoei Kourosh, Vahid Hakkani e Homayoun Shokouhi que estão presos no centro de detenção há cerca de nove meses, disse um cristão que não quis se identificar.

Khandjani acredita que dezenas de cristãos permanecem detidos no país, após a repressão desencadeada em várias igrejas, desde o mês passado. “Centenas de iranianos foram pressionados a não mais frequentarem cultos cristãos.”

Autoridades iranianas negam que cristãos inocentes estão detidos na prisão e, muitas vezes, os descrevem como “criminosos” que “ameaçam a segurança do país”.

A Igreja do Irã e outros movimentos cristãos no país têm ligado a repressão relatada ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, que desejam conter a propagação do cristianismo na nação islâmica. Ore pelo Irã!

 

Fonte: BosNewsLife / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/11/1926314/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Perseguição aumenta nos países da janela 10X40

 

 

 

Embora a Portas Abertas não utilize essa nomenclatura (Janela 10×40), dos 62 países que compõem a Janela, a Portas Abertas tem projetos em cerca de 50 deles e é possível encontrar 43 desses países na classificação de países por perseguição

 

 

Na última década, houve um aumento acentuado na perseguição aos cristãos de países da janela 10X40, segundo a organização Gospel for Asia, GFA (Evangelho para a Ásia, tradução livre).

A janela 10X40 abrange os países menos alcançados pelo Evangelho. Informações divulgadas pela GFA advertiram que, só na Índia, ocorreu um aumento de 400% da perseguição.

O presidente da GFA, KP Yohannan, afirmou que pessoas que nunca experimentaram a perseguição “não compreendem totalmente o que significa ter suas vidas ameaçadas, suas casas destruídas, seus direitos violados e entes queridos presos, tudo por causa de sua fé em Jesus Cristo.”

“Nos 14 países em que atuamos, perseguições desse tipo tornaram-se a forma normal de vida, especialmente para aqueles diretamente envolvidos no trabalho missionário”, disse ele.

Cristãos na região 10X40 tiveram seus lares destruídos ou foram presos por acusações distintas, como conversões forçadas, por exemplo. Muitos foram mortos por causa de sua fé em Cristo e outros foram obrigados a viver na clandestinidade.

“O aumento desse tipo de perseguição não deveria ser surpreendente, significa que o Evangelho está chegando às áreas hostis do mundo”, disse Yohannan. “Jesus enviou os seus discípulos como ovelhas no meio de lobos (Mateus 10). Histórica e biblicamente, a perseguição é esperada para quem serve a Deus”, completou.

Na última quinta-feira, cristãos de todo o mundo oraram pelos irmãos que sofrem por sua fé, como parte do Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida.

Yohannan relatou que a intercessão é força e encorajamento para aqueles que enfrentam a perseguição, especialmente para os que vivem em áreas remotas e sentem-se sozinhos em sua luta. “O sofrimento de nossos irmãos e irmãs é bastante pesado”, disse.

“Para quem ainda não experimentou a normalidade da perseguição, Jesus pede que participe voluntariamente do seu sofrimento. Através de nossas orações, podemos ser agentes de cura, esperança e ajuda vinda de Deus”, concluiu.

*Classificação de países por perseguição

 

Fonte: Christian Today / Portas Abertas  http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/11/1911987/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Laos: Três pastores permanecem detidos

 

 

 

O cristianismo é uma religião minoritária no Laos. O maior grupo cristão é da tribo khmu; a maioria das igrejas está na zona rural. O país ocupa o 12º lugar na classificação de nações que mais perseguem os cristãos

 

 

 

Após a transferência de três líderes cristãos do Laos – pastores Bounlert, Adang e Onkaew –, do distrito Phin para a prisão da província de Savannakhet, ao sul do país, em 17 de setembro, autoridades descobriram que suas prisões não foram justificadas. Incapazes de encontrar base legal para mantê-los detidos e por estarem sob a pressão de superiores, os pastores foram libertados e escoltados de volta para suas casas, em 10 de outubro.

Os familiares foram informados da sua liberação, porém, os três não chegaram a seus respectivos lares. Eles realmente voltaram para Phin, mas continuam a ser vítimas de assédio, dificuldades e ameaças até hoje. As autoridades distritais de Phin, supostamente, buscam por mais provas para acusá-los.

Em 18 de outubro, o chefe e os anciãos da aldeia Allowmai, juntamente com a família do pastor Bounlert, foram convocados a comparecer na sede de polícia local. Lá, o chefe da aldeia não-cristão e os anciãos exigiram que o pastor Bounlert e os demais cristãos fossem submetidos a um ritual animista (referente a todos os elementos do Cosmos: Sol, Lua, estrelas), fazer um juramento com “água sagrada”, a fim de continuar morando na vila.

Líderes cristãos da província de Savannakhet acreditam que a polícia está recorrendo ao ritual tradicional local com o objetivo de forçar os cristãos a negarem sua fé, já que foram mal sucedidos em uma ação legal contra eles.

Os três pastores rejeitaram a participação no ritual. Eles sustentam que faz parte de seus direitos legais e constitucionais serem cristãos livres em Laos. No entanto, as autoridades do distrito e da aldeia não compartilham dessa visão.

Em 4 e 5 de outubro, anciãos da aldeia de Vongseekaew, também no distrito Phin, tentaram forçar cerca de 50 cristãos (que compõem 13 famílias) a participarem de rituais animistas tradicionais, fazer juramentos e beber “água sagrada”, feita a partir de encantamentos. Ao tomarem parte nos rituais, cristãos seriam vistos como declarando, publicamente, que estão aderindo à religião tradicional da aldeia e seus costumes, seguindo o caminho de seus espíritos ancestrais, abandonando assim a fé cristã.

Os anciãos sustentaram que o direito de residir na aldeia seria entregue somente às famílias que se submetessem aos rituais. Depois de inúmeras tentativas, cristãos continuaram recusando-se a participar dos rituais. Os anciãos, em seguida, declararam que estes tinham, portanto, perdido o direito de viver na vila Vongseekaew e precisariam deixar a aldeia imediatamente.

Dias depois, autoridades do Laos deram continuidade à perseguição aos cristãos, ameaçando destruir suas casas se eles continuassem a se recusar a submeter-se aos rituais e, assim, deixar de seguir a fé cristã.

A situação é revertida em uma aldeia, mas piora em outra
Nos dias 8 e 9 de outubro, porém, o chefe do distrito Phin, o escritório de assuntos religiosos, e a polícia militar organizaram uma reunião pública na vila. O chefe do distrito declarou então, que moradores de Vongseekaew poderiam aderir livremente a qualquer religião de sua escolha, incluindo o budismo, o cristianismo e o animismo. Ele instruiu para que ninguém fosse perseguido por causa de sua escolha religiosa.  Desde então, as coisas têm estado mais tranquilas em Vongseekaew e os cristãos mantiveram a sua fé.

Porém, há oito quilômetros dali, na vila Allowmai, autoridades ainda estão tentando coagir os cristãos a submeterem-se aos rituais e abandonarem a fé. A polícia de Phin continua com as ameaças de manter os pastores Bounlert, Adang e Onkaew na prisão por dois ou três anos a mais, já que os cristãos em Allowmai não negaram sua fé.

O país comunista Laos tem cerca de sete milhões de habitantes, a maioria (67%) é budista. Os cristãos constituem cerca de 2% da população, dos quais 0,7% são católicos.

Fonte: Christian Solidarity Worldwide (CSW) / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/11/1903229/
Tradução: Ana Luíza Vastag

495 anos da Reforma Protestante

 

 

 

Sola fide (somente a fé); Sola Scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia (somente a graça); Soli Deo gloria (glória somente a Deus).” Martinho Lutero

 

 

31 de outubro de 1517, uma data que marcou para sempre a história do cristianismo e ficou conhecida como “o dia em que a Igreja se dividiu”. Mas outras divisões, por razões teológicas, já haviam acontecido na Igreja Cristã, bem antes do século 16.  Antes desta importante data, somente as lideranças eclesiásticas e os nobres (letrados) tinham acesso às Escrituras Sagradas, todo conteúdo, em Latim. Era muito difícil para um indivíduo comum ter acesso à Palavra, lê-la e interpretá-la.  A Bíblia era algo exclusivo de uma minoria e a fé era usada como instrumento de manipulação.

Muitos cristãos evangélicos (protestantes) e católicos da atualidade não sabem quem foi Martinho Lutero, e muitos daqueles que conhecem sua história acreditam que a reforma iniciada por ele serviu para dividir a Igreja ou que ele tenha tentado criar outra religião (foi exatamente esse discurso que a instituição Igreja usou para perseguir Lutero e seus simpatizantes). A verdade é que Martinho Lutero não tinha nenhuma pretensão de dividir a Igreja Cristã. Ele fazia parte do clero da Igreja Católica e tinha conhecimento de todo o seu poder e influência, política e econômica, e que, há séculos, ela usava a fé das pessoas para o crescimento ou manutenção desse poderio. Ele não se indignou contra a Igreja de Cristo, mas contra a mensagem que as lideranças da Igreja passavam a seus fiéis, baseada em dogmas e costumes que não eram coerentes com a autoridade máxima do cristianismo, a Palavra de Deus (Bíblia).

Essa indignação de Lutero veio à tona quando ele apresentou as suas 95 teses na catedral de Wittenberg e, após isso, na forma de protestos (daí o termo Protestante ou Protestantismo) espalharam-se por toda a Europa cristã. Lutero queria mudar a conduta da Igreja, fazer com que a principal fonte de inspiração para as suas práticas fossem os Evangelhos, mas, infelizmente, a Igreja milenar estava perdida em si mesma e jamais poderia tolerar teorias contrárias aos seus dogmas, ainda que fossem puramente bíblicos.

Lutero defendia, através de suas teses, que a “salvação é pela graça e pela fé” e que não se poderia obter o favor de Deus através da compra de indulgências ou de penitências. Nos primeiros anos, após a publicação das teses, Lutero foi duramente perseguido por lideranças religiosas e políticas. Em 1521, foi excomungado da Igreja e considerado um “fora da lei” pelo imperador do Sacro Império Romano. Mesmo em meio a tantas dificuldades, Lutero traduziu a Bíblia do Latim para o Alemão e mudou para sempre o cotidiano da sociedade na qual viveu. A partir daí a Bíblia seria traduzida para outros idiomas.

Martinho Lutero foi perseguido pela própria igreja à qual serviu e se dedicou por anos. Certamente sentiu medo da morte e da rejeição da sociedade, mas se negou a abrir mão daquilo que considerava fundamental à saúde espiritual da Igreja e à expansão do Evangelho no mundo, assim como milhares de cristãos perseguidos no mundo atual.

Que esse mesmo amor e fé, baseados na Palavra, que impulsionaram Lutero no passado e ainda hoje motivem cristãos do mundo inteiro a resistir à perseguição; que sejam o nosso combustível e incentivo para sermos verdadeiros cristãos.

Redação: Marcelo Peixoto

Fonte: Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/10/1892194/