Cristãos são atacados em Kanyakumari, Índia

 

 

 
Membro da Igreja do Sul da Índia, em Nadaikavu, o cristão Gnanamuthu e seu filho foram atacados em sua casa, durante uma reunião de oração. Não muito longe dali, Edwin Raj, no intuito de defender o comércio de seu pai dos mesmos ativistas que atacaram os cristãos, foi morto pela multidão enlouquecida

 

 

 

No dia 26 de agosto, às 19h, estava agendado um encontro de oração na casa do irmão Gnanamuthu, em Sasthancode, no distrito de Kanyakumari, Índia.  Quinze minutos antes do horário marcado, o pastor da igreja local, juntamente com outros 15 membros de sua congregação, se dirigiu até a residência. Os veículos foram estacionados na rua, em frente à casa. Às sete horas da noite, teve início a reunião.

Poucos minutos depois, ativistas enfurecidos, do grupo nacionalista hindu de extrema direita Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), chegaram ao local e, de imediato, quebraram os vidros dos carros. Foi quando, Gnanamuthu  e seu filho, Johnson, saíram de casa na tentativa de impedir a violência da multidão contra os irmãos que ali se encontravam.

Ambos, pai e filho, foram terrivelmente agredidos. Um dos manifestantes quebrou um cabo de madeira na cabeça de Gnanamuthu. Ao serem encaminhados ao hospital local, o caso foi relatado à Delegacia de Polícia de Nithiravilai.

Enquanto isso, outros 15 militantes do RSS invadiram a cidade Nadaikavu e quebraram as vitrines da loja do Sr.Jeyaraj. Edwin Raj, de 29 anos, filho de Jeyaraj, saiu do comércio a fim de interromper o ataque, mas a multidão avançou brutalmente contra ele.  Edwin Raj não suportou e morreu a caminho da faculdade de medicina de Thiruvananthapuram.

A polícia registrou um boletim de ocorrência contra o Sr. Dharmaraj, presidente do BJP (Bharatiya Janata Party), Partido do Povo Indiano, e seis outros. Na Índia, os conflitos e tensões aumentam, apesar de afirmar-se que mais de mil policiais têm guardado a área para evitar confrontos religiosos. Ore pela segurança dos cristãos que vivem nessa região.

Os países da Ásia Central sofrem severa restrição para publicar livros religiosos. Por isso, nas livrarias da região não se encontra um único livro cristão. A Portas Abertas supre essa necessidade da Igreja na Ásia Central enviando-lhe livros sobre vida cristã e espiritualidade. Saiba aqui como participar!

 

Fonte: Persecution Update India / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/08/1685791/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Em plena guerra civil, Igrejas e líderes mantêm-se fiéis na Síria

 

 

 

Uma fonte da Portas Abertas, na Síria, narrou os recentes acontecimentos no país e como estão sobrevivendo os cristãos que permanecem na região. Atualizações dão conta de que a situação das igrejas sírias não é fácil, mas, apesar do cenário de violência e tensão, irmãos na fé têm permanecido fortes e unidos

 

 

 

No final de 2010, teve início o que ficou conhecido no mundo todo como “Primavera Árabe”. Diversas revoltas populares em países como Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen levaram a geopolítica mundial à outra ordem. As praças das cidades foram tomadas por pessoas comuns, sedentas por uma mudança radical no governo. Ditadores cruéis, que estavam, há anos, no poder, foram depostos; muitos civis foram mortos e feridos; a identidade das nações que compõem o leque das revoluções foi repensada.

Essa é a atual situação da Síria. Rebeldes reivindicam contra o presidente Bashar al-Assad, que está há 11 anos no poder.  O número mais recente divulgado pelo escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que, desde o início das revoltas, mais de cinco mil pessoas morreram em conflitos de repressão política no país.

Situação dos cristãos
“A situação na Síria está piorando. Os cristãos que conseguem um lugar de refúgio estão abandonando o país; mas, diferentemente dos anos que sucederam a queda de Saddam Hussein no Iraque, quando milhares de cristãos fugiram, os países vizinhos fecharam suas fronteiras para os sírios”, contou uma das fontes da Portas Abertas na Síria (Saiba mais em Violência, na Síria, afeta a vida dos Cristãos).

Em meio a tudo isso, a Portas Abertas tem trabalhado junto às igrejas locais. “Nós continuamos, por exemplo, nosso apoio a uma operação de ajuda aos refugiados das cidades mais afetadas”, disse um porta-voz da instituição. “Muitos estão na cidade e ao redor de Damasco, por isso ainda é muito fácil ir até lá e ajudá-los. Assim, o trabalho de assistência que participamos pode ser executado como previsto”, declarou.

Para os cristãos sírios que desejam fugir da violência, não há muitas possibilidades. Eles procuram nações onde há certa liberdade de religião; porém, a Jordânia, por exemplo, já fechou suas fronteiras. “Somente no Líbano ainda há uma saída. Quem tem o dinheiro e a oportunidade de deixar sua casa, está saindo, especialmente de Aleppo. Disseram-me que há rumores de que o número de cristãos em território sírio caiu consideravelmente”, completou o porta-voz da Portas Abertas.

Evidentemente que, devido à atual situação de guerra civil no país, é difícil verificar os números. A população da Síria é de, aproximadamente 22,5 milhões. Segundo dados da Portas Abertas, acredita-se que o número de cristãos em 2011 era de, pelo menos, 1,6 milhões. “Nós não acreditamos que milhares de cristãos deixaram o país”, disse o porta-voz, em resposta aos recentes rumores. “Muitos permanecem porque não podem ir a qualquer lugar. Só os ricos conseguem ir ao Líbano. Entre as pessoas deslocadas internamente, há um número de cristãos, mas que certamente não somam milhares”, afirmou.

De acordo com uma fonte síria, os líderes cristãos ainda estão conseguindo “manter-se firmes e em pé”. “Os pastores e líderes querem ficar no país e incentivar suas congregações”, acrescentou. Alguns deles foram avisados por parentes que deveriam sair; “mas eles estão se recusando por preferir ajudar os outros”, disse.

“Nossos contatos estão ainda no mesmo lugar”, afirmou o porta-voz da Portas Abertas. “Mas”, respondeu o sírio “as coisas podem mudar. Cidadãos disseram-me que estão sofrendo com a falta de gasolina e combustível e, muitas vezes, não tem eletricidade em Aleppo e Damasco, por dias, assim como em muitas outras áreas”. Os combates têm chegado perto dos moradores da capital Damasco. “Recentemente tem havido problemas na área cristã de Bab Toma, no antigo centro da cidade. Alguns combatentes da oposição esconderam suas armas nas vielas do bairro. “Assim, a tensão é sentida em toda parte”, relatou.

Novidades em campo
Ontem (23), a agência de notícias AFP informou que, após a madrugada de terça para quarta-feira, marcada por conflitos armados, o exército conseguiu recuperar o controle dos bairros cristãos de Aleppo, que foram tomados por rebeldes sírios. Os insurgentes foram expulsos. Segundo um registro provisório do Observatório Sírio de Direitos Humanos, OSDH, nesta quinta (23), 111 pessoas morreram em todo o país (71 civis, 31 soldados e nove rebeldes).

A boa notícia é que, mesmo em guerra civil, as igrejas estão chegando aos amedrontados e feridos, servindo fielmente. A mensagem do evangelho está sendo divulgada e as pessoas estão mais receptivas. “Membros das Igrejas fazem muitas visitas domiciliares, dão apoio médico, distribuem alimentos, e às vezes ajudam no pagamento do aluguel. Muitos refugiados deixaram tudo para trás e se envergonham da dor e do sofrimento que passam”, disse o porta-voz da Portas Abertas.

“Apesar da situação delicada do país, nós conseguimos dar continuidade em nosso trabalho com as igrejas na Síria”, falou o porta-voz. “Nós apoiamos igrejas em acampamentos de verão para crianças e, ajudamos com seus programas de discipulado. Mas também auxiliamos várias igrejas na distribuição de comida e artigos de primeira necessidade”, finalizou (Leia Igreja síria permanece firme em meio à crise)

Pedidos de oração:

  • Ore por paz na Síria.
  • Peça ao Senhor para que a Igreja permaneça fortalecida, mesmo em contexto de guerra civil.
  • Interceda por líderes cristãos que saibam reagir diante da situação em que estão vivendo.
  • Clame a Deus para que o mal seja revertido em bem, para que, pela glória do Seu nome, a igreja possa receber graça para continuar de pé.

*Por motivos de segurança, os contatos citados na notícia não podem ser identificados pelo nome.

Conheça mais sobre a Síria, 36º país na classificação de nações onde há mais perseguição aos cristãos.

 

Fonte: Portas Abertas Internacional / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/08/1680167/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Cristãos e opositores do governo egípcio são crucificados

 

 

 

Desde junho desse ano, o Egito vive uma situação contraditória: após a vitória popular que derrubou o presidente ditador Hosni Mubarak do poder, o representante da Irmandade Muçulmana, Muhammad Morsi, se tornou líder do país. Com um islâmico à frente do governo, as perseguições contra os cristãos intensificaram

 

 

 

Os efeitos dos acontecimentos que se seguiram às revoltas populares da Primavera Árabe, quando o ditador Hosni Mubarak foi derrubado do poder do Egito e Muhammad Morsi, representante da Irmandade Muçulmana foi eleito ao cargo de presidente, são sentidos até hoje. Depoimentos de cristãos locais revelam a tensão pela qual passou a Igreja no contexto das revoluções e depois, já que Morsi é o primeiro líder do país declaradamente muçulmano e civil (Saiba mais em Na linha de frente apesar da incerteza).

Já no início de seu mandato, Muhammad Morsi declarou sua intenção de indicar um cristão para o cargo de vice-presidente, numa clara tentativa de se mostrar aberto e tolerante às escolhas religiosas da população. No último dia 12 de agosto, porém, Mahmud Mekki foi nomeado à posição de segundo líder do Egito. Juiz reformista, Mekki ficou conhecido por ter levado a público a fraude eleitoral que aconteceu durante o governo do ex-presidente Mubarak, que comandou o país por 30 anos.

Foi no mesmo domingo (12), que a Portas Abertas noticiou o crescimento de doutrinas anti-semitistas no Egito, o que tem intensificado a perseguição aos cristãos que vivem na região (Leia em Conflito entre Egito e Israel envolve perseguição a cristãos). Como demonstração desse aumento, desde a última semana, diversos veículos de comunicação do Oriente Médio têm denunciado levantes extremistas contra opositores do governo de Morsi.

Segundo fontes da mídia árabe, traduzidas pelo correspondente Raymond Ibrahim, no The Algemeiner e agências de notícias, como a World Net Daily (WND), por exemplo, membros da Irmandade Muçulmana suspostamente “crucificaram os opositores do presidente Morsi nus, em árvores em frente ao palácio presidencial, enquanto outros foram espancados”. Jornalistas locais também foram atacados.

A maioria dos sites que divulgou as agressões informou que os ataques fazem parte de uma campanha da Irmandade Muçulmana para intimidar e, assim, censurar a mídia secular do Egito quanto às ações do grupo. No país, “a brutalidade é reservada para os cristãos, mas as crucificações são por causa da doutrina islâmica e são ensinadas pelo Alcorão”, conforme relatou Clare Lopez, do Centro para Política de Segurança Americana, para a WND.

De acordo com a especialista, “a crucificação é um hadd [punição], estipulada pela Sura 5:33 do Alcorão e, portanto, uma parte obrigatória da Sharia (lei islâmica). Essa tem sido uma punição tradicional dentro do Islã”, esclarece. Segundo notícia de Raymond Ibrahim, na Sura 5:33 lê-se que “a punição daqueles que fazem a guerra contra Alá (…) é apenas isto: eles devem ser assassinados ou crucificados ou as mãos e os pés devem ser cortados .”

Os cristãos, minoria em território egípcio, correm sérios riscos de vida. Em depoimento à WND, Pamela Geller, analista de Questões do Oriente Médio e Islamismo disse: “Os cristãos estão com sérios problemas, porque o Alcorão, na Sura 9:29, ordena que os muçulmanos façam uma guerra contra eles e os subjuguem”.

A Portas Abertas conta com um grupo de correspondentes em todo o mundo e está, desde então, procurando confirmar os fatos reportados pela imprensa árabe. Detalhes sobre as crucificações não foram divulgados, nem o número total de vítimas, embora estima-se que dezenas de pessoas já morreram. Oremos para que Deus proteja e fortaleça a Igreja Perseguida no Egito. Essa é uma oportunidade para testemunhar do amor de Deus àqueles que, nesse momento, estão tão atemorizados pela violência quanto os cristãos.

Aprenda mais sobre o Egito e abençoe o Discipulado de jovens no mundo muçulmano com sua contribuição, para que o evangelho seja disseminado entre os países do Oriente Médio.

Redação: Ana Luíza Vastag

 

Fonte: WND, The Algemeiner e outras agências / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/08/1677062/

Adolescente cristã é condenada a dois anos de prisão na Tanzânia

 

 

 

Eva Abdullah foi acusada de profanar o Alcorão. A menina sofre perseguição desde que, há três anos, abandonou o Islã e se converteu ao cristianismo

 

 

 

Há alguns dias, uma garota de 17 anos foi condenada a dois anos de prisão na Tanzânia, após ser acusada de profanar o livro sagrado islâmico, o Alcorão. Em sua cidade natal, Bagamoyo, Eva Abdullah se converteu ao cristianismo e, por causa disso, foi deserdada por seus pais e persuadida por um grupo de radicais a renunciar sua fé.

Por ter se recusado a abandonar o cristianismo, o qual professa há três anos, Eva foi acusada falsamente de ter pecado contra o Alcorão. Muitos líderes cristãos têm medo de defendê-la temerosos de retaliações dos moradores do distrito, de maioria muçulmana.

Em 26 de julho desse ano, Eva foi condenada à reclusão por um juiz que teria sido subornado por militantes islâmicos.

Pedidos de oração

  • Louve ao Senhor pelo testemunho de Eva e peça a Deus para que sua fé seja fortalecida, independente das circunstâncias.
  • Peça ao Senhor para que Eva tenha a oportunidade de compartilhar sua fé na prisão e usar seu testemunho para fortalecer a fé de todos os cristãos que vivem na Tanzânia.

 

Tradução: Ana Luíza Vastag