O Trono de Davi

Deus desenvolveu o seu plano de redimir o homem por meio de uma série de promessas.  Deus fez a primeira promessa de redenção no Éden, quando afirmou que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente.  Mais tarde, as promessas feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó revelaram mais pormenores acerca de seu plano.

Com o tempo, foi feita a Davi, o rei de Israel, uma grande promessa (2 Samuel 7; 1 Crônicas 17).  Ele tinha decidido construir uma casa para Deus que substituísse a tenda que durante gerações tinha sido a morada de Deus na terra.  Mas Deus disse a Davi:  “Tu não edificarás casa para minha habitação . . . o Senhor te edificaria uma casa.  Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. . . . O confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre” (1 Crônicas 17:4-14).  Essa promessa começou a se cumprir em Salomão, o filho legítimo de Davi (1 Crônicas 22:6-10; 28:2-8).  Mas a sua intenção final esperava um Filho de Davi maior, o qual se tornaria rei eterno.  O plano de redenção de Deus estava vindo à tona.

Os profetas de Deus explicaram mais detalhes sobre a promessa dele.  Isaías falou da deidade e do caráter do rei vindouro e da natureza pacífica e justa de seu reinado (Isaías 9:6-7; 11:1-16).  Jeremias escreveu sobre sua integridade (Jeremias 23:5; 30:9; 33:14-16).  Ezequiel descreveu esse “Davi” como um pastor que apascentaria seu povo (Ezequiel 34:23-24; 37:24-25).

Mas desde a promessa até o seu cumprimento foi um período muito tempestuoso.  Deus tinha alertado a Davi:  “Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade” (Salmo 89:30-32).  Mas mesmo com a disciplina, Deus prometeu não violar o seu concerto nem deixar de cumprir a sua promessa (Salmo 89:33-34).

No reino do neto de Davi, Roboão, Deus tirou dez tribos da casa de Davi por causa da idolatria, mas preservou uma tribo por amor a Davi (1 Reis 11:32-39).  O filho perverso de Roboão, Abias, também foi poupado por causa da promessa que Deus tinha feito a Davi (1 Reis 15:3-5).  Três gerações depois, Judá sofreu durante todo o reinado de Jorão, o genro de Acabe, um dos reis mais perversos que existiram.  Ainda assim, “o Senhor não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito de dar a ele, sempre, uma lâmpada e a seus filhos” (2 Crônicas 21:7).

A viúva de Jorão, Atalia, “destruiu toda a descendência real” (2 Reis 11), mas deixou um nenê que estava escondido no templo.  Mais tarde, Deus redimiu o seu povo das mãos do poderoso exército assírio de modo espetacular (2 Reis 19:33-35).  Embora do ponto de vista humano a promessa de Deus sempre parecesse estar por um fio, Deus jamais deixou de mantê-la segura.

Depois de algum tempo, a perversidade obrigou Deus a retirar os descendentes de Davi do trono.  Ele disse:  “Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo.  Ruína!  Ruína!  A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei” (Ezequiel 21:26-27).

Deus usou a Babilônia para destruir a sua nação.  A perspectiva de um reino eterno por meio da linhagem de Davi parecia pouco promissora.  Certo escritor lamentou:  “Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?” (Salmo 89:49).  Num momento especialmente obscuro, emitiu-se um decreto “para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia” (Ester 3:13).  Mas Deus interveio; sua promessa se manteve firme.

Deus havia prometido que da árvore cortada brotaria um renovo (Isaías 11:1).  Tinha prometido reconstruir o tabernáculo caído de Davi (Amós 9:11-15).  Havia predito que o reino não existiria mais até que chegasse aquele a quem pertencia (Ezequiel 21:27).  Embora a perspectiva de cumprimento parecesse pouco promissora, homens corajosos, de fé, confiantes na promessa de Deus, esperaram a chegada do reino eterno do filho de Davi (Lucas 2:25, 38; 23:51).

Por fim, terminou o tempo de espera. Gabriel anunciou a Jesus:  “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lucas 1:32-33). Jesus Cristo, descendente de Davi, reina (veja Marcos 11:9-10; Lucas 1:68-71; Atos 2:25-36; 13:32-37; Romanos 1:3; 2 Timóteo 2:8; Apocalipse 3:7; 5:5; 22:16).  Em Cristo, o tabernáculo caído de Davi foi reconstruído (Atos 15:14-18).  Que privilégio maravilhoso compartilhar como cristãos do reino eterno do Filho de Davi, Jesus Cristo (Apocalipse 1:9).

 

Por Gary Fisher

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/a13_12.htm

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