Pr. Claudio Duarte – Família projeto de DEUS

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Igrejas são queimadas em Zanzibar

 

Uma violenta manifestação, de jovens muçulmanos, resultou no ataque a três igrejas, na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, no último fim de semana, 26/27. Dois templos foram danificados e os jovens entraram em confronto com a polícia

 

 

 

O problema começou no centro comercial, histórico e turístico, Stone Town, por volta das oito horas do dia 26, depois que a polícia prendeu dois líderes religiosos islâmicos, Faridi Hajj e Musa Juma, um professor do Alcorão, ambos do grupo radical Organização da Propagação Islâmica (UAMSHO), um grupo fundamentalista islâmico.

Ao saber de suas prisões, uma multidão, de 400 de seus seguidores, fez uma manifestação na delegacia, exigindo sua libertação. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersá-los. Isto levou a multidão a um confronto direto com a polícia, até por volta da meia-noite, quando a multidão, ainda revoltada, decidiu incendiar a Igreja Assembléia de Deus na Tanzânia, na região de Kariokor.

O carro do pastor Dickson Kaganga que estava estacionado na frente da igreja, também foi incendiado. Felizmente, o pastor se escondeu e não sofreu nenhum dano. Após tocar fogo na igreja, os jovens manifestantes fugiram. Porém,  continuaram com os atos de violência no dia seguinte.

Na manhã de domingo, os manifestantes reiniciaram os tumultos e tiveram novos confrontos com a polícia. Isso durou até cerca de 1,00 p. m., quando tentaram atacar outra igreja, a Igreja Redimida de Deus.

Porém, desta vez, os líderes da igreja local tinham reforçado a segurança e conseguiram impedi-los. O pastor, Rev. Charles Kionga, foi atingido por uma pedra, e sofreu um ferimento leve na perna. A polícia respondeu ao pedido de ajuda da igreja , e os ajudou a repelir a multidão.

Irritada por não ter obtido sucesso, a multidão, em seguida, atacou a Igreja Católica região de Tomondo. Eles conseguiram atear fogo na igreja, causando danos substanciais. A polícia prendeu 30 pessoas. Os 30 detentos foram denunciados no tribunal às 9h30, do dia 28, acusados de violar a paz e de realizar manifestações ilegais.

A sessão no tribunal terminou por volta das 12:30 quando o juiz estabeleceu que os acusados só seriam libertados sob fiança. Poucos foram capazes de conseguir dinheiro suficiente para obterem a soltura. No entanto,  dois líderes não foram soltos e isso gerou novos protestos.

Os distúrbios afetaram seriamente o cotidiano em Zanzibar. Devido às preocupações com a segurança, duas escolas cristãs optaram por não abrir, na segunda-feira, 28.

De acordo com um colaborador da Portas Abertas, “A tensão permanece alta na ilha, e há forte presença policial. A situação não é boa. Por favor, orem conosco. Este grupo, o UAMSHO, jurou destruir e fechar todas as igrejas de Zanzibar”.

Ele continuou: “Eles também têm agido agressivamente pedindo a secessão de Zanzibar do restante da Tanzânia, a fim de fazer da ilha um Estado islâmico, com legislação islâmica”.

Pedidos de oração

• Por favor, ore pela paz em Zanzibar.

• Ore pela segurança dos cristãos que vivem e trabalham em Zanzibar.

• Ore também para que Deus dê sabedoria aos cristãos nesses tempos dificeis, para que possam responder de uma forma corajosa e piedosa.

 

Fonte: Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/05/1567526/

Tradução: Marcelo Peixoto

Político de Zanzibar culpa os cristãos por perda das eleições

 

No dia 26 de abril de 2012, Zanzibar se juntou ao restante do país para comemorar 48 anos, desde que o continente Tanganyika e as ilhas de Unguja e Pemba se uniram e passaram a se chamar República Unida da Tanzânia

 

 

 

No entanto, esta união territorial tem sido amençada pelas crescentes tensões dos últimos anos, nas quais,  os cidadãos de Zanzibar têm manifestado o desejo de se separarem da Tanzânia. Várias são as razões para isso, tais como fatores econômicos e religiosos. Debates sobre os prós e contras, de ser parte da Tanzânia, têm sido mais constantes ultimamente.

Outra questão muito abordada, nos debates de secessão, é o aumento do fundamentalismo islâmico, já que, radicais e simpatizantes, têm ganho mais e mais espaço na ilha. Suspeita-se que os sunitas do Hizb ut-Tahrir (Partido da Libertação) e a UAMSHO (Organização de Propagação Islâmica) têm adquirido popularidade entre os muçulmanos da ilha, desde 2006. Os relatos sobre o aumento da queima de igrejas e da perseguição dos cristãos, por muçulmanos radicais, têm acontecido com frequência.

Enquanto isso, os cristãos ficaram alarmados, quando o porta-voz do partido político Frente Unida Civil (CUF), Ismail Jussa Ladhu, os culpou pela perda de seu partido nas eleições, em fevereiro de 2012.

Quando entrevistado por uma estação de TV, logo após as eleições, Ismail afirmou que seu partido CUF não sagrou-se vencedor, porque há “mais cristãos e igrejas na região do que  muçulmanos e mesquitas”. Suas declarações causaram um amplo debate; os críticos afirmaram que, dessa maneira, o partido de Ismail, parecia se curvar ao fundamentalismo islâmico.

Como salvaguarda contra as políticas de divisão, o Ato de Registro de Política de 1992, que se aplica ao continente, afirma que nenhum partido político pode se beneficiar de um registro provisório, pois a constituição visa defender ou promover os interesses de qualquer crença religiosa, grupo tribal, étnico ou racial, ou mesmo uma área específica dentro de qualquer parte da República Unida.

Apesar de ter uma população 97% muçulmana e semi-autônoma, Zanzibar é um Estado secular com liberdade de culto e adoração, constitucionalmente, garantida. Isso pode mudar, se os grupos separatistas forem, eventualmente, bem sucedidos.

Pedidos de oração

• Ore pelos cristãos das ilhas de Zanzibar, Unguja e Pemba. É muito provável que eles tenham que enfrentar tempos turbulentos no futuro.

• Ore pela unidade da liderança da igreja e dos cristãos das ilhas.

• Ore para que o Senhor mantenha o país unido e conceda sabedoria aos seus líderes, com soluções para os problemas sócio/econômicos, não dando espaço para o fundamentalismo religioso.

• Além disso, ore para que Deus preserve a vida dos cristãos secretos das ilhas,  e que mais pessoas se entreguem a Cristo.

 

Fonte: Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/05/1562867/

Tradução: Marcelo Peixoto

Pressão aumenta sobre os cristãos uzbeques

 

 

A pressão sobre os cristãos do Uzbequistão continua aumentando. Detenções, multas e prisões são as punições para todos aqueles que forem pegos portando literaturas cristãs e ou a Bíblia

 

 

 

*Lena, uma destemida implantadora de igrejas de mais de 60 anos, cuja história se resume em servir a Deus, apesar da perseguição,  está sofrendo pressão novamente.

“Descobrimos que Lena está sofrendo muita pressão no momento. A polícia secreta está por toda a parte, e a tem pressionado. Os membros da igreja foram interrogados, pela polícia, sobre as atividades de Lena. Lena contou que, graças a Deus, sua confiança está n’Ele, mesmo enfrentando perseguição”.

Novos problemas e perseguições têm atingido Lena e seus parentes. Lena é uma pessoa muito ativa no evangelismo e discipulado, treinando líderes e novos convertidos. Por causa de todas as suas atividades religiosas, ela está na lista das pessoas mais procuradas pela polícia.

De vez em quando, ela foge de sua cidade para evitar ser presa, algum tempo depois ela volta para dar continuidade ao seu ministério. Várias semanas atrás, a polícia tentou prendê-la, então ela teve que se mudar novamente para outra região.

Ela decidiu ficar por alguns dias com Ayoub* e Latife*, seus parentes. Lena planejava ir a um hospital, em um país vizinho, para tratar de sua visão que está se deteriorando, por causa do diabetes. Enquanto ela aguardava o dia certo para partir, Ayoub e Latife enfrentaram sérios problemas com a polícia.

Lena tinha acabado de sair para fazer algumas compras, então a polícia veio até seus parentes e os intimou para que fossem a outro distrito da cidade para “uma entrevista”. Eles prometeram voltar alguns dias depois.

Algumas horas mais tarde, Ayoub decidiu visitar seu pai em casa e checar alguns livros e materiais de áudio que estavam guardados lá. Assim que ele saiu da casa de seu pai, a polícia chegou e revistou o apartamento, pois já  vinha monitorando os passos de Ayoub e sabia de suas atividades. Todos os materiais foram apreendidos e Ayoub, seu pai e seu irmão foram levados para a delegacia e mantidos lá para interrogatórios, por cerca de 10 horas.

Imediatamente após o ocorrido, a polícia foi até a casa de Ayoub com três viaturas para prendê-lo por porte ilegal de materiais religiosos, e já que o apartamento está em seu nome, ele é considerado responsável por todos os livros apreendidos. Era quase meia-noite, Ayoub não estava em casa, Latife estava sozinha com sua filha recém-nascida e um filho de 5 anos que estava doente. A polícia continuou batendo na porta e ameaçou derrubá-la e prendê-la caso a porta não fosse aberta.

Lena também estava lá e  decidiu tomar as rédeas da situação. Ela disse à polícia que os livros e materiais pertenciam a ela, sabendo muito bem que as consequências disso eram drásticas. Ela também foi levada para a delegacia. Depois de passar mais de 10 horas na delegacia, Lena, Ayoub, seu pai e seu irmão, foram todos libertados, mas as autoridades deram início a um processo judicial contra Lena.

Toda a tensão e o tempo que passou na delegacia, afetou seriamente a saúde de Lena. Ela passou mal, por causa do diabetes e pressão alta. A polícia, no entanto, decidiu continuar com os procedimentos judiciais e a levou de volta para sua terra natal. Uma busca foi feita no apartamento de Lena, e os policiais encontraram vários DVDs, 3 deles com conteúdo cristão.

O juiz de sua cidade a  condenou ao pagamento de uma multa, equivalente a cinco salários mínimos. De acordo com a lei usbeques, o primeiro processo em tais situações é administrativo, já o segundo, tem caráter penal.

Este segundo processo, pelo qual Lena terá que passar, provavelmente terá início no começo de junho, na cidade seus parentes. Ela será acusada de posse ilegal de materiais religiosos, já que assumiu voluntariamente a responsabilidade sobre os mesmos.

Lena e seus parentes estão contando com suas orações neste momento.

*Nomes fictícios

Pedidos de oração

• Peça a Deus que dê sabedoria ao advogado que está dando assistência jurídica a Lena.

• Ore por sabedoria e coragem para Ayoub e Latife saberem o que fazer nessa situação, e que possam sentir a presença de Deus nesse momento difícil.

• Ore para que a paz de Deus esteja com Lena, e pela restauração de sua saúde.

• Ore para que a polícia diminua a pressão sobre Lena, e que ela possa continuar seu trabalho como líder da igreja doméstica. Ore também pela segurança das diversas igrejas domésticas neste país.

 

Fonte: Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/05/1560001/

Tradução: Marcelo Peixoto

Radicais islâmicos atacam Igreja e pastor recebe ameaça de morte

 

Nenhuma prisão foi feita desde que 600 muçulmanos atiraram sacos cheios de urina e água suja, em cerca de 100 membros de uma igreja e ameaçaram matar seu pastor, na semana passada

 

 

 

“A Polícia somente assistia a tudo, sem nada fazer, enquanto a multidão atacava a Igreja Protestante Batak Filadélfia, em Bekasi, próximo a Jacarta, na província de Java Ocidental, na quinta-feira (17 de maio)”, disse ao Compass, Saor Siagian, advogado da igreja.

A multidão, na qual estava presente o presidente do grupo extremista islâmico, Frente dos Defensores Islâmicos (FPI), começou a jogar urina, água suja, ovos podres, pedras e dejetos em todos os cristãos, no momento em que o  Pastor Palti Panjaitan, começou a falar para sua congregação. A igreja teve que se dispersar, disse Siagian.

Pastor Panjaitan disse à imprensa local, que havia recebido uma ameaça de morte e registrou queixa na polícia.

As autoridades pediram à igreja, que se reunisse para adorar em um local, cerca de seis quilômetros de onde a igreja está hoje, disse Siagian.

A igreja solicitou uma autorização, conforme estipulado pela lei, para construir seu local de culto, há cinco anos. O governo local negou o pedido em dezembro de 2009. Mas o Supremo Tribunal anulou a decisão do governo em julho do ano passado, dizendo que a igreja merecia receber a autorização, mas que devido à pressão de grupos islamicos, deva se reunir em outro lugar.

Assim como a Igreja Protestante Batak , à Igreja Indonésia Gereja Kristen (GKI- Igreja Yasmin), também foi negada a permissão para realizar cultos em sua propriedade, apesar de uma decisão favorável da Suprema Corte.

A Igreja Protestante da União Europeia (conhecida localmente como IGP) está pressionando o governo para que tome medidas legais.

“O problema é que a polícia e o governo não são rigorosos”, disse ao jornal The Jakarta Globe, Sumampow Jeirry, da IGP. E continuou: “Nós não temos certeza de nada, agora. Nós não sabemos quem irá nos apoiar. Nós não podemos fazer nada sem garantia [de liberdade religiosa] … que reconhece as atividades religiosas como expressão religiosa e que, portanto, deve ser protegida”.

A organização muçulmana mais influente da Indonésia, Muhammadiyah, também criticou o governo.

“Por lei, o governo tem o dever de oferecer segurança e proteção a qualquer cidadão, independente da religião, que se sinta privado de suas práticas religiosas, ou se sinta ameaçado de exercê-las, e isso inclui a construção de lugares de culto”, disse Abdul Mufti , secretário do grupo.

Nusron Wahid, presidente da GP Ansor, ala jovem do maior organização muçulmana do país, Nahdlatul Ulama, se ofereceu para negociar entre a igreja e seus opositores.

Neneng Hasanah Yasin, o novo chefe do distrito de Bekasi, no entanto, parece estar seguindo a política do ex-chefe, de proibir a Igreja de construir seu local de culto, a fim de “evitar” tensões inter-religiosas. A Comissão Asiática de Direitos Humanos exortou o novo chefe, que assumiu o cargo em 14 de maio, para que “tome medidas que estejam de acordo com a lei e com os princípios dos direitos humanos”.

De acordo com a Operação Mundo, a Indonésia tem cerca de 186,7 milhões de pessoas, das quais 80,3% são muçulmanas. É considerado o maior país muçulmano do mundo, de maioria sunita. Existem, na Indonésia, cerca de 36 milhões de cristãos, que compõem cerca de 15,9% da população.

A Constituição do país é baseada na doutrina de Pancasila – cinco princípios inseparáveis e inter-relacionados – a crença da nação no único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade nacional, democracia guiada pela sabedoria interior de seus representantes, e justiça social para todos.

No entanto os extremistas islâmicos, vêm crescendo em número e influência política no país. No ano passado, o IGP registrou 54 atos de violência e outras violações contra os cristãos. Outras minorias religiosas também são perseguidas.

 

Fonte: Compass Direct / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/05/1555618/

Tradução: Marcelo Peixoto