Igreja sofre ataque suicida na Nigéria

 

 

 

Duas semanas após o atentado suicida comandado pelo grupo radical islâmico Boko Haram na cidade de Jos, outra explosão semelhante durante uma missa católica matou ao menos mais três pessoas

 

 

 

Assim como no ataque ocorrido no dia 26 de fevereiro contra a Igreja de Cristo na Nigéria durante um culto, a segurança não impediu que os radicais islâmicos se aproximassem da Igreja católica St. Finbar em Rayfield, uma área nobre de Jos, para detonar a bomba no local do culto, disseram testemunhas. St. Finbar é uma das maiores paróquias católicas de Jos, com uma frequência média de mais de 3 mil fiéis a cada domingo.

Damian Babang, 26, uma paroquiana, disse ao Compass que ela tinha acabado de completar uma leitura durante o culto quando ouviu a explosão. “A próxima coisa que vi de imediato foi o teto da igreja cair sobre nós e gritos de pessoas que lutavam para sair da igreja”, disse. “Muitas pessoas estão feridas, e muitos morreram. Não posso dizer quantos morreram ou ficaram feridos, mas eu vi corpos sendo levados. ”

No hospital em Jos, 14 pessoas receberam atendimento médico para tratar dos ferimentos causados pela explosão e ainda estão internados. Outros com ferimentos leves foram atendidos e liberados.

Jos é a capital do Estado de Plateau e está localizada na região central do país que divide as regiões norte e sul habitadas por muçulmanos e cristãos respectivamente (a população da Nigéria, com mais de 158,2 milhões é dividida entre cristãos, que constituem 51,3% da população e vivem principalmente no sul, e muçulmanos, que representam 45% e vivem principalmente no norte, o restante da população está divida em religiões tribais). Ao longo dos anos, Jos tornou-se um importante centro administrativo, comercial e turistico. Mas na última década a cidade tem sido marcada pelos constantes conflitos sectários entre cristãos e muçulmanos.

O grupo radical islâmico Boko Haram é o principal responsável pelos ataques às igrejas na Nigéria. O grupo extremista oficialmente conhecido como Jama’atu Ahlis Sunna Wal-Jihad Lidda’awati – “As pessoas comprometidas com a propagação de ensinamentos do Profeta e a Jihad” – pretende impor uma versão rígida da sharia (lei islâmica) sobre a Nigéria. O nome Boko Haram traduz-se livremente como “a educação ocidental é proibida.”

 

Fonte: Compass Direct / Portas Abertas. http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/03/1444801/

Tradução: Lucas Gregório

 

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