Caio Fábio – Repetir a graça e o amor de DEUS no mundo

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O que a Bíblia diz sobre reencarnação?

Sua pergunta: “A Bíblia fala sobre reencarnação em algum lugar? Como podemos saber se esta é nossa única vida?”

Nossa resposta: A Bíblia nunca menciona reencarnação, mas na verdade prova o contrário…

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27)

Se a Bíblia está certa, então porque Deus não permite a reencarnação? Considere que a idéia de reencarnação talvez falhe na sua essência. Reencarnação é a teoria que com vidas suficientes, uma pessoa pode de alguma forma finalmente se acertar e dessa forma ser aceita no paraíso/nirvana. Muitas pessoas pensam que elas já são boas o suficiente — até mesmo — para o céu. (Elas nunca roubaram um banco ou mataram ninguém). Com a reencarnação, a idéia é bem parecida. A única diferença é que isso sugere que você será bom o suficiente…eventualmente.

Mas por que isso é uma idéia falha? Porque isso não leva em conta a iniqüidade humana. A Bíblia fala que o coração humano é a coisa mais enganadora que possa existir (Jeremias 17:9). Isso é bem ruim. E fica ainda pior. A Bíblia ainda diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23), que todos se afastaram de Deus e cada um se desviou pelo se caminho (Isaias 53:6), não há homem justo sobre a terra que faça o bem (Salmos 53:3), e nunca peque (Eclesiastes 7:20).

Então, qual a vantagem de retornar a Terra em um corpo diferente? O grau de mudança não seria suficiente para fazer uma diferença. Você vive sua primeira vida como um pecador que se afastou de Deus, depois você retorna como uma pessoa diferente que apesar de tudo é um pecador que se afastou de Deus. Esse ciclo eterno não traria nenhum beneficio a ninguém.

Desde que somos pecadores, nós precisamos de perdão. Desde que todos nós nos afastamos de Deus, nós precisamos retornar a Ele (arrependimento). Essa é a perseverante mensagem da Bíblia.

Deus nos diz que devemos retornar a Ele com o intuito de sermos perdoados e buscá-Lo a fim de conhecê-Lo melhor. Se nós fizermos isso, então o céu começa nessa vida e pode meramente continuar na próxima vida. Para adorá-Lo — não um lugar diferente para viver — o céu é feito justamente para isso.

Mesmo que a Bíblia rebata reencarnação, ela fala sobre ressurreição de todas as pessoas…

“É chegada a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (João 5:28-29)

Aqui está mais um trecho das Escrituras a respeito desse Julgamento…

E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele…E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se os livros… e foram julgados, cada um segundo as suas obras… E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. (Apocalipse 20:11-15)

Quer saber como ter seu nome gravado no livro da vida? Sinceramente peça a Deus agora por Seu perdão. Jesus morreu pelos nossos pecados para que você possa ser perdoado. Mas receber o perdão de Deus implica em se voltar para Ele em sinceridade e com um comprometimento de sua vida.

Texto:(revisado por Natália Póvoas)

Fonte: http://www.suaescolha.com

O amor maior, Jo. 3.16

Na Terra, o amor de mãe destaca-se como o mais puro. Entretanto o amor de Deus é maior que o amor de mãe, porque Deus é amor. O mundo, com todas as suas criaturas, sem exceção, O texto de Jo. 3.16 encerra o resumo de toda a Bíblia. Toda a expressão do sentimento divino manifesta-se nesse versículo. Nele está todo o plano de Deus através dos tempos. Nenhuma poesia, nenhuma frase filosófica, nenhuma teoria, nenhuma ciência explicaria tanto quanto Jo. 3.16.

Um amor maior que a extensão da ingratidão humana. Deus não leva em conta o tempo da ignorância, at. 17.30; o seu amor é maior que as fraquezas do espírito humano. O amor de Deus é maior que a irreverência humana. “porque Deus amou o mundo de tal maneira”. O amor de Deus está acima do desacato humano. O amor de Deus é maior que a miséria humana: a miséria na qual o pecado mergulhou os homens;

A miséria que desnudou o homem de sua glória original. O grande amor de Deus levanta o homem da miséria, sl. 40.2, um amor poderoso, mais poderoso que o ódio: esse amor é Jesus; “Deus deu seu filho unigênito’; o amor de Deus constrói, mas a ação do diabo destrói – Jo. 10.10. Mais poderoso que a força do pecado, “para que todo aquele que nele crê, não pereça”. o amor tira o pecado pelo poder do sangue de Cristo, 1. Jo. 1.7; Jesus cravou o pecado na cruz. Mais poderoso que a morte: “mas tenha a vida eterna; a morte é fruto do pecado; a vida eterna é fruto do amor de Deus em Jesus. Conclusão: toda a expressão do amor de Deus se revela no seu filho Jesus. Não há amor maior que o dele.

Texto: Pr. Amazias B. Morais

A eterna cruz de sempre!

A Cruz da História é somente a da Crucificação.

A Cruz é o que vem antes de tudo, inclusive da Crucificação.

O Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação de qualquer criação.

Por essa mesma razão Aquele que tem o poder de “abrir o Livro e lhe desatar os selos” é o Leão de Judá, a Raiz de Davi, mas quando essas faces são procuradas por João — que antes chorava muito em desesperança (Ap 5:4-5) —, quem ele vê é um Cordeiro “como havia sido morto”.

Nós cristãos pensamos que nossa salvação veio do sofrimento de Jesus por nós!

Sofrimento não salva, apenas amargura e mata!

Nossa salvação não vem da Crucificação, mas da Cruz!

A Crucificação é um cenário!

A Cruz é o sacrifício eterno que teve na Crucificação apenas o seu cenário histórico!

Quando Paulo diz que só se gloriava na Cruz, ele não nos aponta um espetáculo histórico, o qual ele nunca nem perdeu tempo em “descrever” como evento martirizante e agonizante.

Para ele a Cruz era “o mistério outrora oculto e agora revelado” — com todas as implicações da Graça em nosso favor.

A Crucificação estava exposta às interpretação dos sentidos humanos: “Este era verdadeiramente Filho de Deus” — confessava o centurião, perplexo com o modo como Jesus morrera. Também reagia assustado diante do fato que a terra tremia enquanto a escuridade envolvia subitamente a tarde daquele dia.

A Cruz, todavia, é infinitamente maior que a Crucificação. O Sangue que purifica de todo pecado não um líquido; é uma oferta de amor perdoador que existiu como tal ainda antes que qualquer forma de sangue tivesse sido criada.

A Cruz é uma eterna decisão de Deus com Deus. O Sangue Eterno é a Decisão da Graça!

Na história, o sangue foi derramado para manifestar aquilo que em Deus já estava feito!

Jesus Consumou o que Nele já estava Consumado desde a eternidade!

Na Páscoa, portanto, celebra-se o cordeiro simbólico que aparece desde o Gênesis. Ganha rito instituído no Êxodo, é praticado durante séculos e tem sua Realização Histórica na Crucificação. A Cruz, no entanto, é o Fator Criador por trás de toda criação: o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo!

Nessa consciência o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Por isso é que eu posso caminhar sem medo.

Não procurarei aquilo que faz sofrer e que é pecado. Mas também não vivo mais as fobias e neuroses do pecado.

É a certeza da Graça eterna aquilo que nos dá paz para viver na terra. Sem o êxodo da Crucificação apenas como cenário para a Cruz como bem eterno que garante paz com Deus e vida na terra, ninguém tem paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Crucificação é o Cenário exterior!

A Cruz tem que ser a Realidade interior!

A Crucificação revela a maldade humana!

A Cruz revela a salvação de Deus!

Quem crê é Justificado e tem paz com Deus. Além disso, já passou da morte para a vida!

Texto: Caio Fábio

O Poder do Evangelho

“Ide por todo o mundo e pregai o
evangelho a toda criatura”
(Mc 16.15).

“…evangelho… é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…” (Rm 1.16).

A santidade e a justiça de Deus exigem que os pecadores sejam eternamente separados dEle. Ser cortado completa e eternamente daquele Amor pelo qual se foi criado equivalerá a arder com uma sede que se tornará cada vez mais insuportável. Mesmo assim, Deus, graciosa e gratuitamente oferece salvação dessa que é a mais terrível condenação. “O evangelho da graça de Deus” declara que Deus se tornou homem através de um nascimento virginal; que esse homem-Deus imaculado morreu pelos nossos pecados, satisfazendo Sua própria justiça através do sofrimento do castigo eterno que nós merecemos; que Ele ressuscitou ao terceiro dia; e que todos aqueles que crêem nEle são perdoados e recebem a vida eterna como um dom gratuito. A salvação é tão simples – e maravilhosa –; ela deve ser pregada com essa simplicidade.

O Evangelho puro que convence os ouvintes

Não são as credenciais acadêmicas, a oratória brilhante ou a persuasão do pregador, porém o Evangelho puro que convence os ouvintes. Não devemos atentar para sabedoria humana e zelo, a fim de embelezar, melhorar, ou de qualquer forma fazer o Evangelho mais atrativo para os perdidos. O Evangelho, apresentado em sua imutável pureza, é a mensagem que o Espírito Santo honra convencendo e dando convicção àqueles que O ouvem (Jo 16.8-11). Essa verdade deve voltar a concentrar a atenção dos evangélicos!

Ao contrário da crença popular, perícia na pregação (a “homilética” ensinada no seminário) não tem capacidade de ajudar, antes atrapalha a comunicação do Evangelho. O domínio da oratória ou das técnicas de vendas mais recentes pode ser útil numa profissão secular, mas não “na loucura da pregação”. A não ser que tais metodologias e capacidades sejam colocadas de lado para proclamar a verdade de Deus, elas obscurecem o Evangelho.

Mesmo que o acima exposto possa parecer uma perspectiva extremista e anti-intelectual, tal foi o ensinamento e a prática do apóstolo Paulo. Rabino bem instruído, Paulo era, sem dúvida, um eloqüente orador que podia influenciar qualquer platéia. Todavia, na pregação do Evangelho, ele deliberadamente deixava de lado a “ostentação de linguagem” (1 Co 2.1) e cuidadosamente evitava as“palavras ensinadas pela sabedoria humana” (v. 13). Sabendo que suas próprias idéias, embelezamentos e habilidades persuasivas eram empecilhos ao invés de auxílios, o grande apóstolo ficou diante de sua audiência “em fraqueza, temor e grande tremor” (v. 3). Devemos proceder da mesma forma.

Paulo declarou que a sabedoria de palavra anula a cruz de Cristo (comp. 1 Co 1.17). Portanto, ele determinou que sua pregação não consistiria em “linguagem persuasiva de sabedoria [humana], mas em demonstração do Espírito e de poder” para que a fé de seus convertidos “não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus” (1 Co 2.4-5). Todavia, muitos cristãos bem-intencionados fazem exatamente o que Paulo evitava, convencidos de que o Evangelho e o Espírito Santo necessitam da ajuda do conhecimento, da persuasão psicológica e de uma embalagem promocional moderna. Conseqüentemente, a fé de muitos crentes hoje está firmada na sabedoria humana em vez de no poder de Deus – podendo assim, da mesma forma, ser minada por argumentos humanos.

Comprometimento e negação do Evangelho

O Evangelho está sendo comprometido e até mesmo negado por muitos cristãos confessos. Os termos “espiritual” ou “espiritualidade” legitimam muito engano. “Espiritualidade” agora é evidenciada pelo ecumenismo e realçada pelas técnicas da Nova Era. A revista evangélica americana Christianity Today (Cristianismo Hoje) de 11/8/93 referiu-se favoravelmente a respeito de um movimento rumo à maturidade espiritual aparentemente muito espalhado. Infelizmente, na sua promoção de “espiritualidade moderna”, a Christianity Today apela para Richard Foster e suas técnicas de “oração contemplativa”, que envolvem a passividade e a visualização ensinadas por ocultistas como Inácio de Loyola (fundador dos jesuítas) e Agnes Sanford (veja os livros “A Sedução do Cristianismo” e “Escapando da Sedução”). Muitos artigos [da revista] sustentam que o catolicismo romano faz parte de um “cristianismo sadio”. Introduzindo um artigo principal, o editor executivo da Christianity Today exalta o místico católico romano Thomas Merton por ter aberto um caminho para um relacionamento mais profundo com Deus, embora Merton, um seguidor da Nova Era, rejeitasse o Evangelho, sem cuja aceitação não se pode conhecer a Deus.

A motivação da pregação do Evangelho: o amor

Não são metodologias ou técnicas, mas verdade e amor que iniciam e amadurecem a vida espiritual no crente. Tampouco o genuíno amor por Deus e pelos outros pode brotar de qualquer outra coisa a não ser da aceitação e do reconhecimento do Evangelho (1 Jo 4.19). Aquela “velha história” revela o amor de Deus. Aqueles que a pregam em verdade devem ser motivados e fortalecidos por esse mesmo amor.

Bem, talvez você diga: “Eu não sou pastor ou pregador, e, assim sendo, recomendações tratando da pregação do Evangelho não se aplicam ao meu caso.” “A loucura da pregação” inclui compartilhar de Cristo por sobre a cerca com um vizinho, ou com um amigo pelo telefone. O mandamento de Cristo para “pregar o evangelho” e “fazer discípulos” – a chamada “Grande Comissão” de Marcos 16.15 e Mateus 28.18-20 – se aplica igualmente a qualquer cristão do passado, do presente ou do futuro. Esse fato está claro nas palavras de Cristo, “ensinando-os (aos convertidos) a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). Os primeiros discípulos de Cristo deveriam ensinar seus convertidos a obedecer cada mandamento que Ele tinha dado a eles – incluindo pregar o Evangelho e ensinar seus convertidos a obedecer todos os mandamentos de Cristo igualmente. E assim até chegar aos nossos dias. Nós também devemos obedecer a tudo quanto Ele ordenou aos primeiros doze.

Cada convertido a Cristo é ordenado e fortalecido pelo Espírito Santo

Essas afirmações de Cristo corrigem uma quantidade de enganos populares, tais como a idéia de que Seus ensinamentos nos quatro Evangelhos são apenas para Israel, ou apenas para serem obedecidos no Milênio, e, assim sendo, não seriam para a Igreja hoje. Também fica eliminada a idéia de que “o evangelho do reino” que Cristo e Seus discípulos pregaram antes da cruz é, de alguma maneira, diferente daquele que é pregado para nós hoje. E uma das principais fontes do engano católico romano – que o papa é o sucessor de Pedro e que somente os integrantes da hierarquia de padres, bispos, cardeais, etc. são os sucessores dos outros apóstolos – também é desmentida. Cada convertido a Cristo é igualmente ordenado e fortalecido pelo Espírito Santo para obedecer tudo o que Cristo ordenou aos doze primeiros e conseqüentemente a agir usando toda a capacidade pela qual Ele os treinou e os comissionou.

Novos métodos e inovações

O Evangelho é a única solução para o problema do efeito destrutivo do pecado na vida diária. Ainda assim, muitos evangélicos perderam sua fé no poder do Evangelho e imaginam que algo mais é necessário; sejam programas atrativos, aconselhamento psicológico ou novas revelações de profetas modernos. Paulo se referiu à “loucura da pregação” porque o Evangelho simples que ele pregava era desprezado. O mesmo acontece em nossos dias.

Em contraste com a simplicidade e pureza do Evangelho apresentado nas Escrituras, novos métodos e inovações estão sendo empregados hoje. O Evangelho não é mais considerado como suficiente por si próprio. Atualmente é ensinado que crer no Evangelho poderá deixar hostes de demônios escondidos interiormente, remanescentes de pecados passados ou até mesmo de gerações anteriores. A Bíblia chama aquele que crê no Evangelho de “nova criatura” em Cristo; para quem “as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17; Gl 6.15). Negando essa clara verdade, “ministérios de libertação” têm surgido em grande número para expulsar os demônios dos cristãos.

“Batalha espiritual”

O Evangelho simples foi tudo o que os apóstolos precisaram e usaram. Ainda assim, muito tem sido acrescentado hoje em dia. Considere, por exemplo, a nova crença de que muitos cristãos (especialmente missionários regressantes) que passam por uma crise de “estresse” ou “esgotamento” desenvolvem múltiplas personalidades – outra heresia da psicologia. De acordo com o que se alega, a “libertação” se dá quando cada uma dessas personalidades é levada a crer em Cristo para a salvação! Estreitamente relacionado a isso está o “mapeamento espiritual”, outra nova “febre” que Christianity Today chama de “uma técnica complicada e controvertida desenvolvida pelo missiólogo C. Peter Wagner, que alega poder identificar as fortalezas satânicas numa cidade…”

Há algum tempo lemos sobre a “Conferência Norte-Americana de Mapeamento Espiritual” que oferecia “uma metodologia para descobrir obstáculos específicos para ganhar almas nas localidades norte-americanas”:

A conferência foi promovida pelo “Sentinel Group” (“Grupo Sentinela”) de Lynnwood (Estado de Washington, EUA), e atraiu 130 pastores, líderes leigos, e missionários convidados de 30 estados e províncias… A “crescente influência das novas e poderosas forças espirituais no continente” necessitam de tal pesquisa, disse o presidente do “Grupo Sentinela”, George Otis, Jr… Um Guia de Mapeamento Espiritual distribuído na conferência esboçava maneiras pelas quais os participantes poderiam pesquisar, através de muita oração, os grilhões sociais, a escravidão, e as barreiras espirituais de suas respectivas comunidades. (NIRR)

Algumas questões se levantam imediatamente. Novas forças espirituais? Existe uma nova espécie de demônios mais inteligentes ou poderosos do que aqueles enfrentados pela igreja primitiva? Se o Evangelho necessita de tal ajuda, por que a Bíblia não menciona nada disso? Por que esses métodos não foram praticados nem ensinados por Cristo e pelos apóstolos? Como Paulo poderia ter “transtornado o mundo” (At 17.6) através da evangelização do Império Romano pagão, sem empregar essas técnicas? Paulo teria alcançado maior sucesso se tivesse usado “mapeamento espiritual” e empregado a nova “metodologia para descobrir obstáculos específicos para ganhar almas”?

Os casos de Corinto e Éfeso

Corinto, a cidade grega mais esplendorosa e próspera, o centro do comércio entre o Oriente e o Ocidente, claramente era tão escravizada por Satanás quanto qualquer cidade hoje em dia. O culto de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, cujo exemplo mítico encorajou promiscuidade sexual e perversão, há muito havia florescido ali. Quando Paulo desembarcou em Corinto (por volta de 50 d.C.), o grandioso templo de colunas de Apolo tinha dominado o centro comercial da cidade (onde a maior parte da carne vendida para consumo era primeiramente oferecida aos ídolos) por 600 anos. Ainda assim, não encontramos nenhum indício de que Paulo tenha se empenhado no “mapeamento espiritual” das forças demoníacas em Corinto. Ele confiava que o Evangelho, única e exclusivamente, poderia resgatar os pagãos das garras de Satanás: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2).

Ou considere a cidade de Éfeso, cuja riqueza se devia, em grande parte, à venda de imagens da deusa Diana. O templo dela era o centro da vida em Éfeso e, como em todas as situações de idolatria, envolvia prostituição, orgias sexuais e toda sorte de depravações. Se alguma vez um povo foi aprisionado por Satanás e seus subordinados, estes foram os efésios. Mesmo sem “mapeamento espiritual” ou outras técnicas de “libertação” promovidas atualmente, multidões vieram a Cristo e a igreja formada ali esteve entre as mais fortes e verdadeiras. Sim, Paulo os fez lembrar que a batalha da qual participavam não era contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades, contra as forças espirituais do mal espalhadas nas regiões celestiais (Efésios 6.10-12). Contudo, ele não deu qualquer indício de que essas forças demoníacas devessem ser mapeadas ou rastreadas, ou que as técnicas psicológicas para tratamento com personalidades múltiplas devessem ser empregadas. Os crentes deveriam permanecer firmes na fé, vestidos com a armadura de Deus, sua única arma, “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (v. 17).

A experiência espiritual mais elevada

A “velha história de Jesus e seu amor”, como diz o clássico hino, “é sempre nova” e mais amada por “aqueles que a conhecem melhor.” Nós nunca iremos avançar, nem mesmo na eternidade, a uma experiência espiritual ou um entendimento mais elevado do que aqueles produzidos pela fé no Evangelho simples que nos salva. O fato de que Deus nos amou tanto, a ponto de se tornar homem, e, mesmo odiado, rejeitado, desprezado e crucificado, ter morrido em nosso lugar para reconciliar os pecadores consigo mesmo sempre será, para as almas resgatadas, a fonte de amor, alegria e adoração no céu. Por toda a eternidade nunca teremos uma canção mais nova ou melhor do que a “velha história” que sempre é nova.

“Digno és… porque foste morto e com o teu sangue [nos] compraste para Deus”, é o mais elevado louvor possível para os redimidos na presença de Deus (Ap 5.9). Nisso consiste o segredo da alegria daqueles que habitam o céu. Por que, então, alguns cristãos andam deprimidos, inseguros, egoístas, terrenos no modo de pensar e faltos de amor, alegria, paz e vitória em Cristo? A “velha história de Jesus e Seu amor” se tornou, de fato, velha para eles, negligenciada e esquecida. Eles não necessitam de aconselhamento psicológico, mas de um retorno ao seu “primeiro amor” (Ap 2.4). Nós precisamos meditar incessantemente sobre essa verdade supremamente maravilhosa, o simples Evangelho, que sozinho inflama o amor genuíno e a gratidão sincera que devemos, continuamente, expressar a nosso Senhor.

É louvável se alguém, preocupado em conhecer melhor a Deus, estuda grego. Contudo, se a habilidade nessa língua fosse essencial para conhecer a Palavra de Deus e viver uma vida cristã mais frutífera, então seria de se esperar que os gregos fossem o povo mais parecido com Cristo e o mais frutífero dentre todos, e Deus exigiria de nós todos a capacidade de falar grego. Obviamente os gregos nos dias de Cristo e de Paulo conheciam sua língua nativa muito melhor do que os estudantes modernos desse idioma, mas, mesmo assim, eles enfrentaram tanta dificuldade para viverem uma vida cristã quanto qualquer outro. O relacionamento de amor que Deus deseja carece apenas de um coração sincero e confiante no qual possa crescer.

“Oh!, o mais maravilhoso de tudo…”, disse um compositor, “é que Deus me ama!” Isso é tão simples que até mesmo uma criança pode crê-lo, mas tão profundo que levaremos toda a eternidade para começar a sondar as profundezas desse amor! O amor de Deus é revelado no fato de ter Cristo morrido em nosso lugar! Certamente aqueles que experimentaram esse amor devem ser impelidos, pelo mesmo amor, a falarem a outros sobre a salvação disponível através da graça de Deus. Somente esse reconhecimento do amor e da graça de Deus, impelido pelo Evangelho, é que transforma pecadores em santos alegres e vitoriosos – e continua a manter esses santos na alegria e na vitória agora e para sempre.

Texto: Dave Hunt

Fonte: http://www.chamada.com.br