Extremistas ateiam fogo à Igreja protestante na Indonésia

 

 

 

Um grupo não identificado incendiou a Igreja Pentecostal Madele, na cidade de Poso. A reação rápida de membros da Igreja, com o auxílio de alguns muçulmanos, manteve a situação sob controle, limitando os danos. Em outro incidente, a explosão de uma bomba feriu três pessoas, incluindo dois agentes da polícia

 

 

 

A cidade de Poso, na província de Sulawesi Central, Indonésia, tem sido palco da violência sectária* contra a minoria protestante local. Durante a noite de domingo (21), radicais atearam fogo à Igreja Pentecostal Madele. A rápida intervenção dos irmãos presentes conteve a propagação do fogo e poupou o templo de danos mais graves. O chefe de polícia Eko Santoso confirmou a motivação religiosa do incidente e informou que o ataque anti-cristão “ocorreu à noite, em torno da meia-noite”.

A Indonésia é o maior país muçulmano do mundo, mas o distrito de Poso tem uma grande comunidade cristã. Seu território já sediou confrontos sangrentos de intolerância religiosa que deixaram milhares de mortos em ambos os lados.

O fogo teve início quando a caixa do correio, encharcada com gasolina, foi incendiada. Primeiro, as chamas se espalharam para a residência do pastor. A ação do corpo de bombeiros e voluntários impediu que o incêndio destruísse os dois edifícios. O líder cristão Aben agradeceu publicamente os aldeões, incluindo “alguns muçulmanos”, que ajudaram a proteger o prédio da igreja.

Mais violência
Segunda-feira (22), outros dois carros-bomba explodiram perto de um posto policial, ferindo três pessoas; incluindo dois agentes em serviço no momento. Investigadores acreditam que o posto foi alvo de um ataque terrorista de natureza religiosa.

“O grupo usou um dispositivo sofisticado que detonou a bomba remotamente, através de um telefone celular”, relatou um agente. Nas últimas semanas, edifícios cristãos, incluindo locais de culto, têm sofrido ataques significativos.

Em outro caso, dois agentes policiais foram assassinados sob circunstâncias misteriosas. Eles desapareceram enquanto investigavam um ataque recente contra um membro proeminente da comunidade cristã. Seus corpos foram encontrados depois de oito dias, ao lado de uma estrada, perto de um centro de formação ligado a um grupo extremista muçulmano.

Histórico
Entre 1997 e 2001, cristãos e muçulmanos envolveram-se em um conflito violento nas ilhas vizinhas de Sulawesi e Maluku. Milhares de pessoas morreram e centenas de igrejas e mesquitas foram destruídas. Casas foram destruídas e cerca de meio milhão de pessoas ficaram desabrigadas, somente em Poso, foram 25 mil.

Em 20 de dezembro de 2001, os dois lados chegaram a um acordo, assinado em Malino, depois de uma iniciativa de paz do governo. A população local é igualmente dividida entre cristãos e muçulmanos.

Apesar do acordo de paz, incidentes terroristas continuaram e deixaram um rastro de vítimas inocentes. Um dos casos mais terríveis, que causou indignação em todo o mundo, foi a decapitação de três meninas cristãs em seu caminho para a escola. Os autores do crime, que aconteceu em outubro de 2005, foram extremistas muçulmanos.

*Violência sectária: termo usado para definir guerras ideológicas, religiosas, étnicas ou raciais.

Tradução: Ana Luíza Vastag

Na Tanzânia, cristãos são ameaçados por islâmicos

 

 

 

Igrejas foram queimadas, carros e prédios destruídos. Os cristãos enfrentam forte perseguição por parte de fundamentalistas islâmicos. Um menino de 13 anos corre risco de morte; uma adolescente foi presa, acusada falsamente de blasfêmia. Ore pela Tanzânia

 

 

 

A população da Tanzânia é dividida em 31% de muçulmanos e 54% de cristãos, embora a frequência à igreja seja de apenas 8% dos crentes. De acordo com o líder cristão Bernadin Mfumbusa, o número de adeptos ao Islã está crescendo. Desde meados dos anos 1980, pregadores itinerantes da Arábia Saudita e do Sudão têm entrado no país e espalhado a doutrina fundamentalista e intolerante do Islã. Consequentemente, os muçulmanos têm ganhado mais espaço com suas reivindicações políticas e têm se tornado mais agressivos em seus ataques verbais.

As demandas para a aplicação da lei Sharia e instituição de tribunais Kadhi(ambos islâmicos) são cada vez mais altas; há reivindicações para que as sextas-feiras se tornem feriados e para que a Tanzânia se junte à Organização de Cooperação Islâmica (OCI). Mfumbusa disse recentemente à organização Aid to the Church in Need (Ajuda à Igreja que Sofre, tradução livre), que houve um aumento acentuado de madrassas (escolas islâmicas) e mulheres usando véu pelas ruas do país, acrescentando: “Nas escolas da igreja, que também são frequentadas por crianças muçulmanas, devemos ser muito sensíveis e cautelosos para evitar quaisquer incidentes indesejáveis.”

Como no Quênia, a legislação americana antiterrorista, promulgada após o “11 de setembro”, tem alimentado as divergências entre as religiões. Os cristãos são, geralmente, pacíficos, enquanto que os muçulmanos agem por conta de um objetivo bastante forte, alegando que as leis do país os prejudicam propositadamente.

Nos preparativos para as eleições de 2005 o partido cristão Chama Cha Mapinduzi(CCM), alcançou votos muçulmanos ao prometer estabelecer tribunais Kadhi no país. No entanto, depois de vencer a eleição, o CCM arquivou sua promessa. Desde então, a religião passou a dominar a política da Tanzânia. E as tensões continuam aumentando.

Em 10 de outubro, Zakaria Hamisis Mbonde, de 12 anos, estava voltando para casa da madrassa onde estudava, levando seu Alcorão, quando se deparou com seu amigo cristão Emmanuel Mwinuka, de 13 anos. Quando Emmanuel perguntou a Zakaria se podia ver seu Alcorão, Zakaria o avisou que o livro sagrado tinha o poder de transformar qualquer um que o contaminasse com mentiras em um cachorro ou uma cobra. Seguiu-se uma discussão, levando Emmanuel a refutar a afirmação de Zakaria, terminando por urinar em seu Alcorão.

Ao chegar em casa, naturalmente os pais de Zakaria quiseram saber o que havia acontecido com seu Alcorão. A notícia se espalhou por toda Ward Mbagala de Dar es Salaam, maior cidade da Tanzânia e as tensões entre ambos os grupos religiosos se intensificaram. Para acalmar a multidão, a polícia prendeu Emmanuel. Levou-o à delegacia para interrogatório e o manteve lá para sua própria segurança. Após as orações da sexta, 12 de outubro, centenas de muçulmanos enfurecidos cercaram a delegacia, exigindo que Emmanuel fosse entregue a eles para que pudessem decapitá-lo. Quando a polícia se recusou, os muçulmanos se rebelaram, ateando fogo na Igreja Ágape Mbagala e na Igreja Evangélica Luterana da Tanzânia. Com o decorrer dos dias, mais igrejas, incluindo uma Anglicana e a Igreja de Cristo, foram atacadas: duas em Kigoma e uma em Zanzibar.

Carros também foram destruídos e queimados. 86 pessoas foram presas por provocar tumultos e outras 32 por destruírem propriedades das igrejas. Sheikh Issa Ponda Ponda, secretário-geral do Conselho das Organizações Islâmicas foi preso por incitar a violência.

Ele culpou a polícia, dizendo que se os agentes tivessem dado a “devida importância” ao assunto, os muçulmanos não teriam se sentido tão ‘marginalizados’ e injustiçados.

Na Tanzânia, ofensas contra o Alcorão e os seguidores de Maomé não são consideradas crime de blasfêmia. No entanto, em 23 de julho de 2012 um juiz na cidade costeira de Bagamoyo condenou a adolescente cristã Eva Abdullah (17) a dois anos de prisão depois de fundamentalistas islâmicos a acusaram falsamente de profanar o Alcorão. Eva foi acusada após se converter ao cristianismo e resistir à pressão de fundamentalistas islâmicos que queriam obrigá-la a voltar para o Islã.

Depois de julgar a menina sem provas e dados que comprovassem a veracidade da acusação, os radicais, supostamente, teriam subornado o juiz para que ele punisse Eva. O medo de retaliações fez com que os cristãos locais não se envolvessem no caso. Apesar de tudo isso, Eva dá graças ao Senhor todos os dias pelos guardas prisionais que têm cuidado dela e a protegido na prisão.

Pedidos de oração

    • Peça a Deus por motivação e encorajamento dos líderes da Tanzânia, para que eles defendam os direitos humanos, a liberdade e o Estado de direito dos cristãos no país;

 

    • Interceda por um avivamento para o Corpo de Cristo na Tanzânia, de modo que os crentes sejam despertados e fortalecidos a continuar a missão de propagar o Evangelho aos muçulmanos.

 

    • Ore pela proteção de Emmanuel Mwinuka (13) e sua família, que enfrentam a ira islâmica por causa de uma brincadeira infantil. Assim como Eva Abdullah (17), que sofre, puramente, por causa do seu amor ao Senhor Jesus; peça para que Deus supra todas as suas necessidades.

 

 

Fonte: Portas Abertas Internacional / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/10/1875287/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Igreja no Irã teme que membros detidos sejam torturados

 

 

 

5º país que mais persegue os cristãos, no Irã, irmãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta. Muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados

 

 

 

O líder de uma das maiores igrejas domésticas no Irã informou que, recentemente, membros de sua congregação foram detidos e torturados, pressionados a confessar crimes que não cometeram.

“Estamos preocupados especialmente com sete cristãos da nossa Igreja, que foram levados para a prisão na sexta-feira (12)”, disse o membro do conselho da Igreja do Irã, Firouz Khandjani. “Acreditamos que as autoridades iranianas estão tentando fazê-los confessar as acusações de ‘atividades que ameaçam a segurança do Estado’,” frisou.

“Na prisão, há autoridades que se fazem de “bons moços” alegando que estão “à procura de soluções”, assim como há “maus moços” que torturam os prisioneiros”, explicou Khandjani, que também já foi detido.

Ele disse que a perseguição acontece quando as reuniões cristãs são vistas pela liderança do país como “piores do que encontros políticos”. “Oponentes do governo podem, eventualmente, parar suas atividades sob pressão. Mas um cristão não pode nunca deixar de ser cristão”, acrescentou Khandjani.

Adversário político
“Todos que não são muçulmanos xiitas são considerados adversários políticos”, explicou Khandjani.

Khandjani falou à agência de notícias BosNewsLife a partir de um local não declarado, em meio a preocupações de segurança, e revelou que mais de 400 cristãos evangélicos foram presos só neste mês pela  “Gestapo iraniana”, expressão que ele usa para classificar o temido serviço de inteligência do Irã.

Os membros da Igreja do Irã foram detidos durante um culto na cidade de Shiraz. Entre eles, Mohammad Roghangir, conhecido localmente como “irmão Vahid”, que liderou uma reunião da igreja doméstica com a presença de 15 pessoas.

Outros cristãos capturados durante o ataque foram identificados como Eskandar Rezaie, Haghighi Bijan, Ameruni Mehdi e Lahooti Shahin. “Também estamos preocupados com a irmã Roxana Forughi, já que esta é a segunda vez que ela é presa”, disse Khandjani.

Tradução: Ana Luíza Vastag

Igreja na Indonésia permanece proibida de cultuar

 

 

 

Cristãos lamentam a falta de ação do Governo que, mesmo diante da decisão da Suprema Corte de reabrir a igreja, optou por manter a congregação fechada

 

 

 

O representante de uma igreja de Bogor, na Indonésia, cuja congregação foi impedida de realizar atividades cristãs, criticou o governo e agentes da lei por sua lentidão na resolução de casos de intolerância religiosa em todo o país.

Jayadi Damanik, da igreja GKI Yasmin, disse que não há solução duradoura para o impasse em que se encontra a igreja em que congrega, em Java Ocidental, fechada por ordem de autoridades locais. Na foto, ele argumentava com o oficial que fechou a congregação.

Damanik afirmou que tentou se utilizar de ferramentas legais e, fora dos tribunais, o apoio de ativistas de direitos humanos mas, mesmo assim, não conseguiu alcançar avanço no processo. Ele avisou, porém, que os funcionários lhe prometeram uma resolução ainda este ano.

“O governo central, o provincial, diretores gerais e o ministro do Interior relataram que tudo seria resolvido antes mesmo do Natal”, disse Jayadi durante um fórum em Jacarta.

Jayadi relatou que, no tempo que passou em provação, ele ouviu muitas “mentiras” – promessas dos governos central e provinciais, que não se concretizaram. “Por que eles estão fazendo isso aos cristãos da igreja GKI Yasmin? O que eles fizeram de errado para serem tratados dessa maneira? Ninguém pôde me responder”, disse ele.

Ele criticou os agentes da lei e da polícia que não atuaram em proteção à liberdade religiosa. “Se não era possível resolver o problema, então deviam, ao menos, promover a mediação dos conflitos. Se, mesmo assim, não for resolvido, então, levá-lo ao tribunal”, disse. “Muitos relatórios da polícia não foram investigados. Processos judiciais em outros lugares também não correm bem”, acrescentou.

Jayadi Damanik contou ainda que ele e outros irmãos da igreja de Yasmin não desejam que as pessoas que os prejudicaram por intolerância religiosa sejam punidas severamente, mas querem justiça no processo.

O caso atraiu ampla repercussão, especialmente da Suprema Corte, que decidiu pelo encerramento das atividades da igreja, considerando-a ilegal e, depois, ordenou a reabertura. No entanto, as autoridades de Bogor e o governo central se recusaram a cumprir a decisão da corte e não reabriram a congregação.

Fonte: The Jakarta Globe / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/10/1846768/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Cristãos são mantidos como reféns na Síria

 

 

 

Além dos 150 civis que foram detidos anteriormente, outros 130 cristãos foram sequestrados, por bandos armados, na aldeia de Rableh, oeste da Síria, o grupo já soma 280 reféns

 

 

 

Fontes locais da Agência Fides, o serviço de informação da Pontifical Mission Societies, relataram que os reféns foram amontoados em uma escola na aldeia de Gousseh, enquanto os sequestradores liberaram as mulheres que haviam sido raptadas anteriormente. Os criminosos armados anunciaram que pretendiam mantê-los presos para, em seguida, discutir qualquer resgate possível.

A reportagem revela que “na comunidade cristã de Rableh havia um receio muito grande de que três cristãos tenham sido sequestrados na aldeia de Naya. Há poucos dias, eles foram encontrados mortos, na beira de uma estrada.”

A agência afirmou, segundo um líder cristão local, que pediu para permanecer anônimo, que “esta não é uma perseguição, mas uma manobra para espalhar a suspeita e desconfiança e incitar a guerra sectária (visão estreita, intolerante)”.

De acordo com a notícia publicada, o comitê local da Mussalaha está à procura de diálogo e uma solução pacífica.”O ponto é que estamos falando de gangues armadas não identificadas, que estão fora de controle; elas agem de forma independente, não estão ligadas ao Exército Livre da Síria. Isso faz com que qualquer negociação seja muito mais difícil”, observou uma fonte à agência de notícias local.

Segundo informações da Fides, na Síria, há atualmente cerca de dois mil grupos armados não relacionados com o Exército Livre da Síria, que agem à sua própria maneira, atacando cristãos e civis.

 

Fonte: Christian Today / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/10/1840792/
Tradução: Ana Luíza Vastag

No Paquistão, adolescente cristã é declarada inocente, mas caso prossegue

 

 

 

O caso de Rimsha Masih, a cristã paquistanesa de 14 anos, que enfrentou a prisão por, supostamente , queimar o Alcorão, mas, em seguida,foi  declarada “inocente” pela polícia, teve outra reviravolta: surpreendentemente, o caso não foi fechado, ao invés disso, ela será ouvida em um tribunal de menores

 

 

 

Segunda-feira (24), um tribunal local, ordenou a transferência do caso de Rimsha para o tribunal de menores, de acordo com o advogado da garota, Tahir Naveed Choudhry. A decisão seguiu-se a uma audiência que aconteceu sábado (22), quando a polícia disse que Rimsha era inocente.

Depois de ser acusada por suposta blasfêmia, em 16 de agosto, Rimsha passou três semanas em uma prisão adulta preventiva, na Cadeia de Adiala, em Rawalpindi. Ela tinha sido acusada de queimar páginas do Alcorão (livro sagrado islâmico) e colocá-las em um saco de lixo. Rimsha foi libertada sob fiança, em 8 de setembro, depois que a polícia prendeu o clérigo de uma mesquita próxima, Imam Khalid Jadoon, por denunciá-la falsamente.

O juiz Raja Jawad Abbas do Distrito de Tribunal e Sessões disse: “Nós recebemos o relatório médico que confirma que ela tem 14 anos. Por isso, a investigação deve ser apresentada em um tribunal de menores.” Um relatório médico oficial classificou Rimsha como “ignorante” e com uma idade mental mais jovem do que seus anos de fato. Outros alegaram que ela tem 11 anos e sofre de Síndrome de Down.

Abdul Raheem Rao, advogado que representa  Malik Ammad, vizinho de Rimsha, e que a acusou originalmente, contestou o relatório médico, alegando que o documento estava errado e que Rimsha, na verdade, tem 21 anos de idade. O juiz alertou que ele deveria recorrer ao tribunal de menores, caso quisesse recorrer da decisão de sua libertação. O advogado de acusação também disse que Rimsha havia sido enviada para a Noruega, mas seu advogado, Tahir Naveed Chaudhry, disse que ela ainda está no Paquistão. Sua localização não pode ser divulgada devido a riscos de segurança. Seus pais receberam ameaças de morte.

Rimsha foi convocada a comparecer pessoalmente na próxima audiência do caso, em primeiro de outubro. Ao ser julgada com idade considerada juvenil, Rimsha poderá enfrentar uma pena máxima de sete anos de prisão. Se ela fosse julgada como adulta, poderia ser condenado à prisão perpétua.

Rimsha é declarada inocente
Um investigador de polícia disse sábado (22), no tribunal, em Islamabad, que não há nenhuma evidência de que Rimsha Masih tenha profanado o Alcorão.

Munir Hussain Jaffri comentou ainda que é possível que o Imam Khalid Jadoon tenha adulterado provas, colocando páginas do Alcorão em uma bolsa que Rimsha carregava. A polícia declarou que o clérigo deve enfrentar o julgamento em seu lugar.

Jaffri havia dito anteriormente que três testemunhas viram o clérigo acrescentando as páginas com versos do Alcorão às cinzas de Malik Ammad; entregue como prova contra Rimsha. Os três exortaram o líder muçulmano a não interferir e depositar os documentos, mas ele lhes disse: “Vocês sabem que esta é a única forma de expulsar os cristãos da área.” Mais de 600 cristãos fugiram do bairro após a detenção.

Mais uma vez, a polícia levou  Rimsha ao tribunal em um helicóptero e depois a encaminhou de volta para um local desconhecido.

Fonte: Church in Chains / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/09/1828184/
Tradução: Ana Luíza Vastag

Radicais nigerianos matam cinco em um ataque contra cristãos

 

 

 

Declarada oficialmente como uma nação islâmica, desde o início desse ano, a Nigéria tem sido palco de uma série de ataques contra famílias cristãs que vivem no país. Recentemente, supostos membros do grupo islâmico radical Boko Haram atacaram uma reunião cristã. Ore pela proteção dos servos do Senhor!

 

 

 

No último domingo (16), cinco pessoas foram mortas a tiros em Zongo, Bauchi, quando homens armados atacaram alguns cristãos poucos minutos depois das seis horas da tarde. Outros nove irmãos ficaram feridos.

De acordo com o presidente da Juventude da Associação Cristã da Nigéria do Estado de Bauchi (YOWICAN, sigla em inglês), Simon Samuel, em entrevista por telefone, os pistoleiros eram, supostamente, membros do Boko Haram.

“Após invadirem a reunião e atirarem contra as pessoas que ali estavam, cinco cristãos foram mortos enquanto nove sofreram ferimentos graves.Eles vieram até a arena onde as vítimas divertiam-se com um jogo local de triciclos, chamado Keke NAPEP e atiraram sem ao menos titubearem. Vou sempre ao Hospital Tafawa Balewa University Teaching, onde os feridos são atendidos”, disse ele.

Quando contatado, o porta-voz da polícia de Bauchi, Hassan Mohammed, disse que não estava ciente do incidente.

“Dois jornalistas me ligaram, mas eu ainda não tive a chance de confirmar os fatos. A imprensa e a polícia estão fazendo o mesmo trabalho, porque todos nós trabalhamos pela paz na Nigéria. Então, temos de obter todos os detalhes para não cometermos o crime de divulgar informações erradas”, disse o delegado Mohammed.

Fonte: Daily Times Nigeria / Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/09/1815861/

Tradução: Ana Luíza Vastag